visitante(s) soprando palavras ao vento




25.1.05

Poema Conto
( Uma Estória do Amor Impossível )


Era uma vez, a Terra presa à terra
Onde pastam bois, vacas e touros,
Apaixonada pelo Ar,
Onde voam os pássaros,
Exibem imponente beleza, Sol, Lua, Planetas e Estrelas,
E voa o espírito: Vento.

Terra presa à terra,
Apaixonada não alçava ao Ar levantar.
Mas veio o Vento,
Espírito Ar
( Viu o Amor da Terra ao Ar ),
E levantou poeira,
Levando um pouco da Terra com o Amor dela ao seu lar.
Então aqui, este conto da Terra,
Do Amor dela ao Ar, acaba e se encerra.


Poema de: Francisco Maximiano da Silva

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 4:32 PM
 


24.1.05

Infância Pobre


*Nota: O garatinho da foto sou eu. Ainda aparecem, minha mãe ( segurando a bola ), e minha irmã

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:54 PM
 

"As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-lo em outro lugar."
Isabel Allende


*Nota: Enviado por e-mail pela minha amiga Tayra Vasconcelos. Pois é homens, o recado está dado para nós. :-)

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:00 AM
 


17.1.05

A LUZ DO SOL VALE MAIS que todos os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
Esta mesma luz que clareia e queima;
Esta luz que alimenta a fotossíntese;
Luz que lumia de dia,
Que faz o própiro dia,
Que faz com que a luz
Faça-se a luz
Num passear de fótons espalhados;
E que tudo seja nítido
Como não pensar nas coisas;
Além de somente vê-las.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:28 AM
 

HÁ DE SER SÓ UMA METÁFORA CHULA E VAZIA
Que as gotas da chuva sejam lágrimas de dor ou alegria.
Como concordaria o Mestre Caeiro,
Gotas de chuva são só gotas de chuva,
Se não, não seriam gotas de chuva.
O que não são é os setimentos que causam:
Estes são como as lágrimas,
Mas não são elas;
Escorrem por meu corpo inteiro.

Vi numa nuvem o sorriso de menina bonita,
Mas não era um sorriso,
E nem era menina bonita,
Era só uma nuvem
Que não vi,
Mas avistei com o coração,
Que é mestre em criar ilusão,
E nos conduz por Ela em nossa vida e imaginação finita.

Amar é estar doente.
Amar é estar cego dos olhos
- Enxergando sem ver.
Amar é sentir uma tristeza contente.
Amar é ser servo do coração que só cria ilusão.
Amar é arder em chamas que não queimam.
Amar é viver em razão de um ferimento mortal.
Amar é ver sem ver mais nada.
Amar é estar demente.

Vi-a bela; seu sorriso por dentre as nuvens.
Mas não vi-a,
Vi só uma ilusão em metáfora imperfeita;
Ilusão do meu coração,
Imagens daquela que para mim não foi feita.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:26 AM
 


13.1.05

HOJE É DIA DE MARIA

A mais bela obra já produzida pela TV brasileira. Muito comovente.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 1:15 PM
 


11.1.05

Poema T ( de Terra )

Braços musculosos.
Braços de halterofilistas.
GRANDES GUERREIROS nunca tiveram.
Guerreiros marcados, com as mãos calejadas,
Por uma vida ao cabo da enxada ou do facão.
Preso à terra - que fez o homem -, o coração.
Braços fortes são os que têm esta gente.
Gente brava,
Brava Gente!
Gente com a coluna com seqüelas internas
De cana a cortar
Uma vida toda de sol a sol a raiar.
Mãos calejadas - belas mãos feias -, mãos cortadas
Nas lâminas de cana.
Rostos sujos, maquiados de carvão,
Tirando da terra, que diz a bíblia que são,
O seu ganha pão.
Gente Guerreira,
Gente Vivente,
Gente Forte.
Braços malhados pela vida-dura-vida,
Corpos molhados do suor da labuta,
Que nunca foram à academia;
Por isso,
Não são iguais aos braços de academia.
Menos musculosos, são mais forte.
As almas que os têm são mais fortes.
As almas que os têm não têm vaidade,
As almas que os têm, têm necessidade.

Benditos sejam as sábias pessoas sem cultura aristocrática!
Grandes Heróis!

Um tempo, também minha mãe lavrou a terra,
Também foi Ela cortadora de cana,
Lavradora de roça,
Ponhadora de laranja e de café
( Me lembro - lembrança vaga - que também já fui
Pra roça de café.
Achava bonitas as sementinhas vermelhas ).
Brava Gente!
Brava...
Gente Guerreira.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 9:02 AM
 


7.1.05

Ventos levam a criação.
Ventos levam-me versos.
Ventos levam na ventarola uma canção, e um coração.
Desfaz-se minha inspiração em pensamentos diversos.
Vôo sendo sem ser na contramão de mim mesmo:
Viagens psíquicas;
Fico só sonhando com o deleite de coisas físicas e matafísicas,
Como um beijo apanhado em algum lugar esmo.
Pego o beijo, lançado ao ar, e guardo para mim,
Na minha caixinha de lembranças - coisinha de criança - que não quero que tenha fim.

Identificando-me ao poeta ao qual não me comparo,
Tenho escrito versos não-muito-simpáticos.
Verso a dizer que não tenho muito o que dizer.
Verso a dizer ( e que importância tem isso? ) que talvez esteja unificando-me
Àquela coisa maluca que sou eu-não-eu sendo-sem-sê-lo que contudo é;
Talvez só ficando-me sei lá o quê.

Que é tudo isso, senão metafísica fútil dos sentimentos fúteis?
Ora, coisas inúteis!
De que serve um poema?
E um poema(?) doido que começa com rimas e termina sem?
São todos coisas inúteis que desabam sobre mim em momentos de lucidez difusa;
Talvez influência do maluco Frank,
E talvez por isso,
Maluco sou eu mesmo.

Leve-me vento!,
Todas as convenções e convencionadas desconvenções também.
Traga canções!
Já!
Eu quero...

( Quero todos os Sonhos
E Amor também ).

Leve-me vento!
Leve, leve..., leve....., leve......., leve.........
Muito leve.
Leve até a consciência da incosciência.

Vem a Noite,
Dama Bela
A traze-la em pensamento.
Despenca-me o sono;
Eu caminhando com sonhos insanos;
Versos estranhos escritos no dia seguinte sem danos.

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 3:07 PM
 


6.1.05

Este - infelizmente - sou eu

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 3:41 PM
 


5.1.05

Um Amor (Im)possível(?)

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 2:13 PM
 


3.1.05

Poema Surreal

Caminho.
Ninho.
Carinho.
Pedrês burrinho.
Lágrimas contidas devagarinho.
Um mulher em meus sonhos faz-me redemoinho.
Flores descabeladas, espalhadas, correm num mundinho.
O importante não é o destino, e sim o caminho.
Caminho ...................................................................
Destininho(?) ............................................................
O gato no ar propõe um enigmazinho.
"Não estou mais lá do que nesse lugarzinho?"
Abandona seu sorrizinho.
Sigo o caminho, sozinho.
Observo em lugar nenhum cair um garotinho.
Arapãs fazem um esquisito baruinho.
Botam ovos em não-ninho.
Bailarinos voam no céu sobre um riozinho,
Junto aos passarinhos.
Sinto um ventinho ..................................................................................
Gelado-quentinho ...................................................................................
O relógio bate pendente em rock, com seu ponteiro descompassadinho,
Anunciando o meu finzinho.
Voam esnobes-belos passarinhos.
Ferve o sangue em meu serzinho.
Dói o meu coraçãozinho.
"Que coisa é essa menininho?"
"Seilázinho".
Acaca-Acaba-Acabado o meu soninho.
Acaba o sonhinho(?).

Francisco M. Silva soprou estas palavras ao vento às 8:04 AM
 
recados
o blog
sopram as palavras...
arredores
arquivos
apoiamos
créditos
Aos 4 Ventos 2003 © Blog Copyleft
Cole, copie, divulgue aos quatro ventos...
Melhor visualizado em IE 800x600